Obrigado à meus pais, obrigado a Deus e obrigado à minha família...
Não tenho como deixar de demonstrar toda a minha felicidade, satisfação e principalmente gratidão por estar em Florianópolis. Cada dia que saio pela cidade, que eu vou às ruas, que eu saio pra treinar, que eu volto por onde passei em 2007 e lembro daqueles dias, não tenho como não abrir um sorriso besta e compartilhar comigo mesmo essa felicidade.
É incrível... O que significa... o que essas possibilidades me significam, o firmar de toda uma dedicação que eu tenho para a vida profissional e esportiva...
Hoje foi um dia bem especial... Fiz meu treino pela manhã - 90km de pedal na BR sorrindo e aproveitei a tarde livre depois do shopping pra dar uma volta pela cidade e ter contato com os cenários e caminhos que me fazem bem e que me levam a imaginar como serão os próximos dias, que com certeza, como em tudo na vida, terão suas vantagens e desvantagens.
Isso só me deixa mais motivado pra seguir em busca dos meus objetivos e concentrado em tirar o maior proveito dessa possibilidade. Me faz lembrar todo dia que eu tenho que estudar muito, que eu tenho que treinar muito, que eu tenho que trabalhar muito pra realizar os planos que toda pessoa tem, e os meus giram em torno disso.
Obrigado.
Espaço reservado pros meus momentos pseudo-intelectuais.
domingo, 3 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Acabaram as ''férias''.
Nem sei se pude chamar de férias, porque, pra variar, treinei! Hehehe..
Mas, sem treinos de limiar, volume contido, poucas sessões e bastante tempo livre pra variar um pouco as coisas, e também resolver as coisas da minha nova cidade, foram duas boas semanas de férias. Desde sábado recomecei os treinos normal e pauleira tá bruta já. É isso aí, tava contando as horas já pra voltar a rotina ''normal''. :))
Bom ano novo pra todo mundo e vamo que vamoooo!
Mas, sem treinos de limiar, volume contido, poucas sessões e bastante tempo livre pra variar um pouco as coisas, e também resolver as coisas da minha nova cidade, foram duas boas semanas de férias. Desde sábado recomecei os treinos normal e pauleira tá bruta já. É isso aí, tava contando as horas já pra voltar a rotina ''normal''. :))
Bom ano novo pra todo mundo e vamo que vamoooo!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
SESC Tramandaí + 2010

Fala pessoal!
Chegou o fim de um ano repleto de conquistas e plenitude. Alcancei muita coisa acima do esperado e posso dizer que só não atingi um dos objetivos que tinha planejado, mas não por incapacidade. :)
Agora sou cidadão catarinense e essa foi uma mudança mais do que feliz pra minha profissão e pro esporte! Santa e Bela Catarina, em Fl
oripa. Ahhhh =))Com as metas e calendário de 2010 praticamente já definido, a expectativa é maravilhosa e só posso dizer que, como de costume, vou dar meu sangue pra atingir os meus objetivos, em conjunto com o trabalho do meu técnico e de quem nos dá suporte.
Fechei o ano com um ótimo resultado no SESC Tramandaí, conquistando a 2 colocação na categoria 20-24 anos e fazendo uma boa prova, apesar do cansaço do fim do ano. Agora são duas semanas de treinos regenerativos pq em 2010 vem pauladaaaa! Na sequencia vou postando minhas proximas provas e programação.
Um abraço pra todos e um 2010 repleto de conquistas e realizações. :)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
4h33!!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Lactato e Fadiga
Esse é um assunto que eu sempre tive vontade de escrever, principalmente pelo tanto que é embolado e discutido. Vamos tentar resumir em poucas palavras o que é fadiga e o papel do lactato nesse processo.
A fadiga normalmente pode ser enquadrada em dois aspectos, como foi falado no último post técnico. Revisando, podemos tratar de Fadiga Central e Fadiga Periférica.
A primeira normalmente está correlacionada com o sistema gerador e transmissor do estímulo para a contração muscular, em outras palavras, o Sistema Nervoso Centra - SNC. Este sistema do corpo humano é responsável pelos comandos voluntários e involuntários no corpo humano, dentre eles, a contração do músculo esquelético. Quando existe uma falha na geração/transmissão do estímulo - tal como o apagão que tomou conta do nosso país ontem -, este não chega ao músculo, impedindo que o ciclo de contração muscular tome a sua continuidade. Por este conceito entendemos a Fadiga Central.
A Fadiga Periférica, por outro lado, normalmente está correlacionada com o aspecto final da contração muscular, ou melhor, com distúrbios relacionados ao ambiente muscular, tais como desequilibrio hidro-eletrolítico, desnaturação de enzimas, depleção do glicogênio muscular, etc.
Vamos falar um pouco de metabolismo...
A geração de energia disponível para a contração muscular no corpo humano se dá através de dois grandes sistemas: anaeróbio e aeróbio; e através de três grandes substratos: carboidratos, proteínas e gorduras. Existe ainda um quarto substrato muito conhecido, porém, não por este lado.
Estamos falando do lactato, que pode ser transformado em ATP através da gliconeogênese e dar continuidade à contração muscular... (Astrand et. al., 2000)
Dentro dos dois grandes sistemas de geração de energia, o anaeróbio subdivide-se em anaeróbio alático (via ATP-CP) - sem produção de lactato, e anaeróbio lático (glicólise anaeróbia) - com produção de lactato. A produção de lactato, em âmbito bioquímico, se dá através da clivagem do ácido pirúvico em ácido lático, sinalizando o subproduto da geração de ATP através dos carboidratos (como se fosse um resíduo). Bem aqui atribui-se a presença do lactato à fadiga muscular periférica. Antes de entrarmos no mérito dessa questão, vale considerar em que condições o metabolismo anaeróbio se inicia - em intensidades de alta % do VO2máx, grande mobilização de fibras de contração rápida, alta depleção dos estoques de glicogênio, alto grau de lesão das fibras musculares (de onde de fato vem a dor), ao passo que a sensação de queimação gerada parece não estar correlacionada com a presença do lactato, e sim com a situação de esforço em débito de oxigênio. (Powers & Howley, 2002).
Então, já sabendo que a condição de metabolismo anaeróbio vem junto com vários fatores adversos, que normalmente causam dor e sensação desconfortável e que são atribuídas ao lactato, vamos entrar no mérito do próprio, lembrando que este, por si só, é transformado em ATP e utilizado como energia para a contração muscular.
A desnaturação das enzimas, que é um dos fatores para a fadiga periférica, se dá através da redução do pH sanguíneo. Por definição, o pH reflete a concentração de íons H+ em determinada solução. Quando acontece a redução do pH sanguíneo, a desnaturação das enzimas responsáveis pela geração de energia acontece, causando falha no aproveitamento do ATP biodisponível. O lactato atua somente como um sinalizador, pois a presença de íons H+ (este sim responsável pela acidose metabólica) é diretamente proporcional à concentração de lactato, já que está correlacionada com a sua geração. Sendo assim, o coitado do lactato nem de longe é o vilão que tanto se fala.
Para a fadiga periférica podemos atribuir alguns fatores, que normalmente aparecem conjuntamente, não sendo plausível atribuir causa única: depleção das reservas de glicogênio, distúrbios hidroeletrolíticos, lesão muscular e processo inflamatório, débito de oxigênio, desnaturação das enzimas responsáveis pelo aproveitamento do ATP, etc.
Espero que o post tenha sido um tanto esclarecedor... Vou tentar fazer mais posts técnicos.
Um abraço!!
Lucas Helal
Presidente da LACE - Liga Academica de Ciencia do Esporte
Graduando em Educação Física
A fadiga normalmente pode ser enquadrada em dois aspectos, como foi falado no último post técnico. Revisando, podemos tratar de Fadiga Central e Fadiga Periférica.
A primeira normalmente está correlacionada com o sistema gerador e transmissor do estímulo para a contração muscular, em outras palavras, o Sistema Nervoso Centra - SNC. Este sistema do corpo humano é responsável pelos comandos voluntários e involuntários no corpo humano, dentre eles, a contração do músculo esquelético. Quando existe uma falha na geração/transmissão do estímulo - tal como o apagão que tomou conta do nosso país ontem -, este não chega ao músculo, impedindo que o ciclo de contração muscular tome a sua continuidade. Por este conceito entendemos a Fadiga Central.
A Fadiga Periférica, por outro lado, normalmente está correlacionada com o aspecto final da contração muscular, ou melhor, com distúrbios relacionados ao ambiente muscular, tais como desequilibrio hidro-eletrolítico, desnaturação de enzimas, depleção do glicogênio muscular, etc.
Vamos falar um pouco de metabolismo...
A geração de energia disponível para a contração muscular no corpo humano se dá através de dois grandes sistemas: anaeróbio e aeróbio; e através de três grandes substratos: carboidratos, proteínas e gorduras. Existe ainda um quarto substrato muito conhecido, porém, não por este lado.
Estamos falando do lactato, que pode ser transformado em ATP através da gliconeogênese e dar continuidade à contração muscular... (Astrand et. al., 2000)
Dentro dos dois grandes sistemas de geração de energia, o anaeróbio subdivide-se em anaeróbio alático (via ATP-CP) - sem produção de lactato, e anaeróbio lático (glicólise anaeróbia) - com produção de lactato. A produção de lactato, em âmbito bioquímico, se dá através da clivagem do ácido pirúvico em ácido lático, sinalizando o subproduto da geração de ATP através dos carboidratos (como se fosse um resíduo). Bem aqui atribui-se a presença do lactato à fadiga muscular periférica. Antes de entrarmos no mérito dessa questão, vale considerar em que condições o metabolismo anaeróbio se inicia - em intensidades de alta % do VO2máx, grande mobilização de fibras de contração rápida, alta depleção dos estoques de glicogênio, alto grau de lesão das fibras musculares (de onde de fato vem a dor), ao passo que a sensação de queimação gerada parece não estar correlacionada com a presença do lactato, e sim com a situação de esforço em débito de oxigênio. (Powers & Howley, 2002).
Então, já sabendo que a condição de metabolismo anaeróbio vem junto com vários fatores adversos, que normalmente causam dor e sensação desconfortável e que são atribuídas ao lactato, vamos entrar no mérito do próprio, lembrando que este, por si só, é transformado em ATP e utilizado como energia para a contração muscular.
A desnaturação das enzimas, que é um dos fatores para a fadiga periférica, se dá através da redução do pH sanguíneo. Por definição, o pH reflete a concentração de íons H+ em determinada solução. Quando acontece a redução do pH sanguíneo, a desnaturação das enzimas responsáveis pela geração de energia acontece, causando falha no aproveitamento do ATP biodisponível. O lactato atua somente como um sinalizador, pois a presença de íons H+ (este sim responsável pela acidose metabólica) é diretamente proporcional à concentração de lactato, já que está correlacionada com a sua geração. Sendo assim, o coitado do lactato nem de longe é o vilão que tanto se fala.
Para a fadiga periférica podemos atribuir alguns fatores, que normalmente aparecem conjuntamente, não sendo plausível atribuir causa única: depleção das reservas de glicogênio, distúrbios hidroeletrolíticos, lesão muscular e processo inflamatório, débito de oxigênio, desnaturação das enzimas responsáveis pelo aproveitamento do ATP, etc.
Espero que o post tenha sido um tanto esclarecedor... Vou tentar fazer mais posts técnicos.
Um abraço!!
Lucas Helal
Presidente da LACE - Liga Academica de Ciencia do Esporte
Graduando em Educação Física
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